Abstract
Resumo: No primeiro prefácio da História da loucura, Foucault afirmava buscar uma realidade mais originária do que qualquer poder: uma experiência da loucura. Tratava-se de romper o monopólio da razão e "dar a palavra à própria loucura, em sua vivacidade, antes de qualquer captura". Se, então, Foucault afirmava ter como objetivo a busca pela experiência da desrazão, é possível constatar que acaba por recorrer à história da constituição de um poder, isto é, ao trabalho de evidenciar os conjuntos históricos e institucionais que impuseram à loucura um intransponível silêncio. Tratava-se de uma "arqueologia desse silêncio". Essa visão institucional e "sociológica" virá a assumir o papel central nas releituras dessa arqueologia, que não será mais a história do objeto silenciado, mas dos processos e gestos silenciadores. Nesse sentido, o artigo problematizará a ideia foucaultiana de uma experiência fundamental da loucura e suas relações com o poder.
| Translated title of the contribution | An archaeology of silence: experience and power in Michel Foucault’s History of Madness |
|---|---|
| Original language | Portuguese |
| Pages (from-to) | 307-320 |
| Journal | Cultura e fé |
| Volume | 142 |
| Publication status | Published - 2013 |
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